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Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, leituras e imperdíveis por aí

Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, leituras e imperdíveis por aí

quando dói o primeiro domingo de maio

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A maior das solidões é a ausência do único amor incondicional. Da palavra que temos como certa, do abraço que sabemos sonhado quando estamos longe.
Perder os que estiveram connosco desde o início marca o envelhecer. É a barreira que não queremos passar, a linha que desejaríamos não cruzar.
Como um sonho, podemos perdê-los dum dia para o outro ou, como a esperança, podemos perdê-los lentamente. O luto vai-se fazendo devagarinho, em cada memória que é esquecida; a dor vai-se instalando em cada relato distante da realidade e, por isso, longe de nós num afastamento que se sente como físico.
Ir dizendo adeus a alguém que se ama tanto, ainda em vida, é a solidão a crescer como um espinho que se vai enterrando na carne.
O corpo humano vive, muitas vezes além da capacidade da razão o acompanhar. E não me parece que seja bom...
 
 

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