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Crónicas do Chão Salgado

Resistir, viver e criar em tempos de grilhetas e estranheza. Sonhar e fazer crescer, por mais que teimem em nos segurar o sopro e salgar o chão dos dias...

Crónicas do Chão Salgado

Resistir, viver e criar em tempos de grilhetas e estranheza. Sonhar e fazer crescer, por mais que teimem em nos segurar o sopro e salgar o chão dos dias...

o silêncio da neve

 

 

 

A primeira vez que acordei após um nevão, foi avassalador.
Abri a janela mas, mais que a brancura que cobria tudo, fiquei de respiração suspensa com... o silêncio!
 
Nunca. Nunca antes vivi ou voltei a viver o verdadeiro silêncio. O ficar atenta mas não escutar nada. Um silêncio absoluto, toda a natureza quieta, imóvel.
 
Fiquei ali de olhos bem abertos, varrendo com o olhar as formas que adivinhava.
Fiquei, sentindo o recolhimento de todos os seres vivos, como se aquietados para deixar a terra dormir.
Era um plano conjunto do universo para a serenidade da natureza, e qualquer movimento meu era descabido e perturbador.
 
Fiquei, respirando o ar frio e sentindo-me parte de um milagre.
Na continuação do Inverno, acordava e se silêncio fosse tudo o que me esmagava, corria e abria a janela de par em par!
 
 
Fotos: Montalegre, 2012
 
 

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