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Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, poesia, leituras e agenda de imperdíveis por aí | nada disto é biográfico, que não sou mais que um instante no mesmo pensamento.

Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, poesia, leituras e agenda de imperdíveis por aí | nada disto é biográfico, que não sou mais que um instante no mesmo pensamento.

o sábado aperta

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O sábado aperta, com o sol a dar o ar da sua graça.
O sábado aperta, com o canto dos pássaros que já não rumam a sul, alimentados por aí assim que acaba o verão.
O sábado aperta, com os risos das crianças que percorrem, nas suas pequenas bicicletas, o parque em frente.
O sábado aperta, nas mãos dos vizinhos que leem um livro na varanda e que, de quando em quando, as enlaçam.
 
O sábado aperta ainda mais quando corre o mar com os olhos.
Quando lhe adivinha a areia próxima, agora inacessível, onde queria mergulhar os pés, sacudir a solidão e o interminável dos dias.
 
O sábado aperta quando lhe encerram os passos,
mas a vida aperta quando lhe proíbem o mar...
 
 
 
 

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