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Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, & leituras

Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, & leituras

Lugares deixados para trás

 

 

Cada passo pelo empedrado das ruas, pelas casas onde já viveu gente e se desenrolaram vidas, nos faz sentir uma dor latente.
A igreja, a escola, o parque onde enferrujam os baloiços…. tudo o que ficou para trás. Tudo o que já foi vida.
 
Como é que se escolhe o que deixar e levar, quando nos impõem partidas e novos rumos? O espaço na memória ou o peso nos braços; o que nos leva a lançar mão de uma coisa e deixar outra?
 
Entre as casas desabitadas, de portas escancaradas às suposições do mundo, só as rosas permanecem.
Rosas iguais, rentes às paredes de tantas casas, nascem e secam todos os anos da mesma forma. Estacas de boa vizinhança espalhadas pelos canteiros, dadas como um pacote de açúcar ou um aceno.
Com tantas rosas partilhadas, de certeza alguém foi feliz aqui…
 
 
 
fotos: Concha & Jota, Junho 2021

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