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Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, leituras e imperdíveis por aí

Crónicas do Chão Salgado

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laranja

Laranja, para o desafio da caixa dos lápis de cor8A90AFF9-3A8F-4252-A847-428C680D08F6.jpeg

 

Um mundo redondo a explodir de Verão.
 
Os dias descascados com as mãos,
revelando-se devagar, em cada gesto onde se coloca todo o ser, atento e entregue.
 
Um tempo de viver os dias gomo a gomo
Ali, encerrados na pele quase transparente, e ficar-lhe a adivinhar o doce ou amargo.
 
O apetecer trincar cada hora e sentir o sumo do riso correr pelos canto da boca.
 
O lançar as sementes à terra.
E uma semente já é, por si, uma metáfora tão poderosa que não é preciso dizer mais nada.
 
É só preciso comer a laranja.
Não esquecer de comer a laranja...
 
 


2 comentários

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    Zé Onofre 24.02.2021

    Concha, mais uma vez o seu belo texto me faz regredir no tempo.

    Cor-de-laranja.
    Vejo-me lá atrás,
    Numa tardinha qualquer,
    No colégio da Formiga*.
    Sentado, à mesa de estudo,
    Esquecia os livros,
    E fixava-me nas vidraças.
    O sol-poente alaranjava o céu
    Enquanto se recolhia para outros mundos.
    Nessa hora laranja,
    Quando o sol caia apara lá do casario,
    Uma melancolia inexplicável
    Invadia-me
    Alagando-me os olhos.

    * Em Ermesinde.
    Zé Onofre
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