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Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, leituras e imperdíveis por aí

Crónicas do Chão Salgado

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férias do mundo

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Os resultados eleitorais demonstram o fraco conhecimento que se tem da história, o poder do voto do ódio e a polarização crescente que toma conta do mundo.
 
Há alturas em que sentimos que não fazemos parte desta sociedade  porque estamos sós, porque não nos enquadramos e vivemos em perpétuo fingimento, porque achamos que ninguém nos quer ouvir.
 
Já passei por todas essas fases, como qualquer ser pensante.
Mas neste momento, o mundo cada vez me repugna mais.
E se lamento ter lançado a ele seres humanos que terão que chafurdar nesta merda, resta-me o consolo de terem as qualidades para o tornar um pouco melhor.
Seres humanos compassivos, que não descriminam o outro pela religião, etnia ou escolha sexual.
Seres que não acreditam na meritocracia e que assumem o seu papel contribuindo para ajudar os que têm menos oportunidades e recursos.
 
Neste momento até agradeço o confinamento.
Vou para casa. Já que me colocaram de férias... é do mundo que desprezo que tiro férias também.

Vou pintar, escrever, falar com os pássaros.
Avisá-los quando se aproxima o milhafre que por lá anda.
 
Ver a terra que dorme, a ganhar forças para a Primavera.
 
 
 
 
 

3 comentários

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    concha 26.01.2021

    É verdade... mas não me consigo esquecer que foi assim que Hitler subiu ao poder... pelas mãos de pessoas destroçadas, :/
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    Etan Cohen 26.01.2021

    Minha Amiga pense antes que em França há décadas que a extrema direita ameaça subir ao poder e se não conseguiu ainda muito dificilmente o conseguirá, é um voto de protesto, mas quando chega a hora da verdade acabam perdendo as eleições! Em Portugal as pessoas, os partidos e as instituições têm que conseguir lidar com estas organizações inorgânicas ligados ao protesto e, sabe, todos nós, e os professores em especial, têm manifestamente falhado na educação de cidadania às crianças, para quando um discurso das organizações sindicais mais voltado para fora, para corrigir eventuais lapsos dos próprios do que apenas a pensar em si e nos seus; sem pais e alunos, que era dos professores?
    Um bom dia Amiga e, sabe, como dizia as Passionara "los fascistas non passaran"!
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