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Crónicas do Chão Salgado

resistir e criar, por mais que nos salguem o chão dos dias | crónicas, memoirs, leituras e imperdíveis por aí

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As Tardes dos Amantes

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Levávamos uma manta, fazíamos as coisas que fazem os amantes que levam uma manta para o campo.
Falávamos dos pássaros de que não sabíamos o nome, coçávamos a pele um do outro, já vermelha do chicote das ervas.
 
A manta saiu da mala do carro, mas ainda andam por aí os corvos a que chamávamos tordos e as ervas, meu amor, ainda balançarão até nós se lá voltarmos.
 
Rias-te quando eu parava a comer bagas e mordiscar folhas.
Nunca conheci ninguém que comesse as ervas dos caminhos, dizias.
E eu (respondia) nunca conheci ninguém que me quisesse devorar pelos caminhos...
 
 
foto do J, a Diana Rosa num evento da Ana Luar
 
 
 

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